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Exame de sexagem fetal se torna cada vez mais comum entre as grávidas


O exame de sangue para sexagem fetal está se tornando cada vez mais comum entre as grávidas do mundo todo. Devido a sua capacidade de identificar o sexo do bebê após poucas semanas da concepção, esse exame tem sido um dos mais procurados pelos pais ansiosos nos laboratórios de análises clínicas. 

Embora pareça uma novidade, a sexagem fetal existe desde 1997. Na época, o pesquisador chinês Dennis Yuk-ming Lo descobriu que era possível identificar o DNA do feto no sangue materno. Após a descoberta, o pesquisador utilizou o cromossomo Y, que é o cromossomo sexual masculino, como marcador para diferenciar os dois sexos, resultando no princípio básico deste exame.

Contudo, a popularidade deste exame só ocorreu nos últimos anos, quando famosos começaram a utilizar o exame para revelar o sexo do bebê publicamente antes mesmo da barriga começar a aparecer. 

Mesmo com tamanha popularidade atualmente, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre a margem de erro do exame, assim como o período ideal para fazer a coleta sanguínea. 

Quando o exame de sexagem fetal deve ser realizado?

sexagem fetal

De acordo com laboratórios especializados neste exame, o exame pode ser feito a partir da 8ª semana de gestação. Mas para que o resultado seja ainda mais assertivo, os laboratórios orientam que a coleta seja realizada com 11 semanas de gestação. 

Após esse período os resultados são mais confiáveis, já que à medida que a gestação evolui, a quantidade de células fetais que se misturam no sangue materno aumentam. Portanto, quanto mais tempo passa, mais confiável é o resultado do exame realizado em laboratório para descobrir o sexo do bebê. 

Como o exame de sexagem fetal é realizado?

Diferente do método mais convencional para descobrir o sexo do bebê, a famosa ultrassonografia a partir da 16ª semana, a sexagem fetal é realizada a partir da análise do sangue materno. 

De acordo com a descoberta do pesquisador chinês Dennis Yuk-ming Lo, o DNA fetal presente no sangue materno torna possível saber o sexo do bebê por causa dos tipos de cromossomos. Enquanto a combinação cromossômica das mulheres é XX, os cromossomos masculinos são representados por XY. 

Portanto, quando nenhum cromossomo Y é identificado no DNA fetal, isso significa que o bebê é uma menina. Mas se o cromossomo Y é identificado, isso indica que a mamãe está gestando um menino. 

É por isso que para realizar este exame é necessário realizar uma coleta de sangue que será analisada em laboratório para determinar o resultado. 

O resultado da sexagem fetal é confiável mesmo?

Embora esse método seja comprovado cientificamente, pesquisadores alertam que alguns fatores podem interferir nos resultados do exame. De acordo com estudos publicados em diferentes países, o exame pode apresentar um falso resultado caso a mãe tenha recebido transfusão de sangue, transplantado um órgão ou até mesmo tenha feito uma fertilização in vitro. 

Outro fator que também pode levar a um falso resultado é o período de gestação. Quanto mais tempo de gestação, maiores são as chances do resultado ser verdadeiro, pois há mais DNA fetal no sangue materno para ser analisado. 

A taxa de acerto deste exame é de 99%. Portanto, há apenas 1% de chance de um resultado errado. Esses dados mostram que esse é um dos exames com resultados mais confiáveis para a descoberta do sexo do bebê de forma não invasiva. A ultrassonografia também possui resultados confiáveis e não é invasiva, mas não possui uma taxa de acerto tão alta quanto a sexagem fetal, sendo equivalente a pouco mais de 90%. 

Sexagem fetal é um exame obrigatório no pré-natal?

Embora esse exame seja muito útil para os pais mais ansiosos, ele não é obrigatório ou exigido durante o pré-natal. Isso porque o SUS (Sistema Único de Saúde) ainda não conta com a sexagem fetal para realização durante o pré-natal. 

Portanto, os pais mais ansiosos que fazem o pré-natal através do SUS podem realizar o exame em laboratórios ou clínicas particulares para acabar com a curiosidade e descobrir se estão aguardando a chegada de uma menina ou menino.

Quais são os outros métodos utilizados para descobrir o sexo do bebê?

Considerando apenas os métodos científicos, é possível realizar o exame de sexagem fetal, o teste de farmácia e a ultrassonografia a partir do segundo trimestre de gestação para descobrir o sexo do bebê. A ultrassonografia faz parte inclusive dos exames de pré-natal. 

O teste de farmácia é outro método para descobrir o sexo do bebê que pode ser realizado em casa de forma simples. Parecido com o teste de gravidez, esse teste pode ser comprado em farmácia e realizado a partir da urina da gestante.

Existem vários outros métodos populares realizados pelos pais para descobrir o sexo do bebê, mas que não possuem nenhuma validação científica. Alguns desses métodos são realizados como uma brincadeira entre os pais e familiares, enquanto que há pessoas que acreditam verdadeiramente nos métodos populares. 

Alguns desses métodos incluem: o tipo de alimentação preferido da mamãe, o aspecto da linha alba, enjoos, aspectos da pele, formato da barriga, sonhos, tabela chinesa, entre outros.

A maioria dos métodos definem o sexo do bebê com base na comparação entre gestações de meninos e meninas. Por exemplo, uma barriga mais pontuda pode indicar a gestação de um menino, enquanto que a barriga mais redonda pode ser um sinal de que o bebê é uma menina.

Já a tabela chinesa se diferencia por não utilizar a comparação entre diferentes gestações. Diferente desses outros testes populares, a tabela chinesa é dada a partir da astrologia chinesa, que considera outras informações para determinar o sexo do bebê. Descoberta em uma tumba antiga, a tabela verdadeira encontra-se no Instituto de Ciência de Pequim, mas atualmente pode ser consultada em diferentes sites na internet. 

Neste teste popular, é realizado um cálculo com base na idade da mãe e o mês de concepção do bebê. O resultado apontado pela tabela é o sexo do bebê que está sendo gerado.

Mesmo não sendo comprovados, todos os métodos que não são invasivos não oferecem riscos para a gestante e bebê, por isso, podem ser feitos para acalmar a ansiedade que é tão comum durante a gestação.

 


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