Esteatose Hepatica: do que se trata? como evitar?


A esteatose hepática é uma condição na qual o paciente possui acúmulo de gordura no fígado e é um problema mais comum do que você imagina. A doença pode ser influenciada por fatores como o consumo de álcool, obesidade, altas taxas de colesterol e diabetes. Muitas vezes a doença se manifesta de forma silenciosa e é assintomática, mas pode gerar desconfortos abdominais, enjoos, inchaços, vômitos e mal-estar. A condição pode ser driblada com acompanhamento médico, uma dieta equilibrada e a prática de exercícios físicos.

Esteatose HepaticaOs graus da esteatose hepática

A esteatose hepática é classificada em graus, de acordo com o nível de gravidade da gordura estocada no fígado do paciente. Confira:

Esteatose hepática simples (Grau 1) – É quando os níveis de gordura no fígado ainda não são totalmente agressivos ao paciente e o mesmo não apresenta sintomas da doença, que nessas condições só pode ser detectada através de uma análise de sangue.

Esteatose hepática não alcoólica (Grau 2) – Nessa condição, existe a inflamação do fígado, que já possui um pouco a mais de gordura do que nos casos de grau 1. Nos pacientes dessa classificação podem ocorrer alguns sintomas, como dores abdominais e inchaço na região da barriga.

Fibrose hepática (Grau 3) – Nos casos de fibrose hepática o excesso de gordura e o fígado inflamado podem gerar mudanças nos vasos sanguíneos da região, enquanto o fígado funciona em suas condições normais e não apresenta falhas.

Cirrose hepática (Grau 4) – Essa é considerada a classificação mais grave da esteatose. O paciente alcança esse nível da doença após anos de inflamação no fígado sem tratamento, de modo que o órgão fique reduzido e de forma irregular. Essa condição pode evoluir para um câncer ou até mesmo a falência do órgão, que precisará ser transplantado.

Esteatose HepaticaConheça os sintomas da esteatose hepática

Como você pôde perceber, nos primeiros níveis da doença não é possível detectar nenhum ou quase nenhum tipo de sintoma que possa caracterizar algo grave. A doença é, normalmente, identificada durante exames de rotina ou que visam detectar outras doenças no paciente. Por isso, é sempre importante manter os seus exames em dia.

Quando a doença começa a avançar, os primeiros sintomas começam a se manifestar. O paciente pode sofrer com dores abdominais, principalmente no lado direito do abdômen; enjoos e vômitos são cada dia mais frequentes; o paciente começa a perder peso rapidamente e sem motivo aparente e; sofre com vários momentos de mal-estar e cansaço ao longo de todo o dia.

Nos casos em que o paciente já está em um nível de cirrose, podem aparecer outros sintomas, como barriga, pernas e tornozelos inchados, coceira por todo o corpo e olhos e pele em tons amarelados.

Esteatose HepaticaQuais os fatores de risco para a doença?

A gordura no fígado é uma condição que afeta, principalmente, pessoas que consomem bebidas alcoólicas em excesso, mas outros fatores também podem fazer com que o paciente desencadeie a doença, como: obesidade, tabagismo, diabetes tipo 2, colesterol e pressão altos, hipotireoidismo e idade acima dos 50 anos.

Outros casos que podem fazer com que a doença se manifeste são os procedimentos para emagrecer, como a cirurgia bariátrica, por exemplo. Métodos emagrecedores podem modificar seu metabolismo por conta do rápido emagrecimento, podendo surgir até mesmo em crianças ou gestantes.

Esteatose HepaticaEntenda o tratamento da esteatose hepática

O tratamento da esteatose é feito através de mudanças nos hábitos alimentares do paciente, junto com a prática regular de atividades físicas e a exclusão de bebidas alcoólicas. Caso o paciente seja obeso, é preciso tomar medidas para que ele perca o excesso de peso corporal e que controle os fatores que possam desencadear outras doenças, como os níveis de açúcar, pressão e colesterol sanguíneos.

Para que outras doenças não afetem o fígado do paciente, podem ser tomadas vacinas combatentes à hepatite B, sob supervisão e recomendação médica. Em casa, o paciente pode fazer o uso de alguns medicamentos caseiros, como o chá de alcachofra e o chá de cardo-mariano. Mas lembre-se de avisar o seu médico antes de fazer qualquer tipo de tratamento caseiro.

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