Vasectomia: como funciona? Resolve mesmo?

A vasectomia ainda causa dúvidas, angústias e medos em muitos homens. Por isso é muito importante esclarecer como funciona esse procedimento!

Vasectomia é um procedimento cirúrgico que interrompe a circulação dos espermatozoides produzidos pelos testículos e conduzidos através do epidídimo (tubo em forma de novelo que se localiza na parte superior dos testículos) para os canais deferentes que desembocam na uretra.

Por isso, esse método de contracepção é muito seguro, pois secciona os dois deferentes (canais por onde passam os espermatozóides). Muitos homens, porém, se recusam a fazer essa cirurgia porque imaginam que ela possa provocar distúrbios de ereção, no que estão completamente enganados. A vasectomia torna o homem estéril, mas não interfere na produção de hormônios masculinos nem em seu desempenho sexual.

É interessante notar que grande parte dos homens brasileiros não se incomoda que suas mulheres façam laqueadura das tubas (uma cirurgia mais invasiva), mas foge da vasectomia como o diabo da cruz.

O que é?

É uma cirurgia simples feita no aparelho genital do homem, através da qual são cortados os canais deferentes, que são os condutos que levam os espermatozóides do testículo até as vesículas seminais, de onde são expelidos durante a ejaculação com o sêmen. Isso não deixa que os espermatozóides saiam na ejaculação (sêmen) para se encontrar com o óvulo da mulher, por isso o homem que realiza a vasectomia não consegue mais engravidar uma mulher. É um método permanente, mas o homem pode intentar recuperar a fertilidade operando novamente para reconstituir os condutos, mas essa operação não garante que tenha sucesso.

É importante saber que após a realização da vasectomia (depois de já ter recebido alta médica ou se reestabelecido da cirurgia), o homem não deixa de ejacular ou de sentir prazer na relação sexual. A vasectomia não afeta a capacidade de sentir prazer nem a capacidade de ereção do homem, ou seja, o pênis do homem não perde a capacidade de ficar ereto (duro).

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PERGUNTAS FREQUENTES

 Qual a sua eficácia da Vasectomia?

 De cada 1000 mulheres que o parceiro fez a vasectomia, apenas uma a três podem engravidar.O método é confiável, tem poucas chances de falha. Para garantir o sucesso os dutos deferentes são cortados, amarrados, queimados e até desalinhados durante a cirurgia, deixando a regeneração quase impossível.

Existe uma pequena chance dos ductos deferentes espontaneamente se ligarem, mas é coisa de um caso em dois mil, é raro. Quando a operação não funciona, geralmente a causa é uma infecção que leva à recanalização. Para evitar a gravidez, o médico informa o paciente sobre a complicação e aconselha o uso de camisinha até analisar o quadro clínico.

Vai afetar a ereção, a libido ou o desempenho sexual?

A vasectomia não mexe em nenhuma estrutura relacionada ao desempenho sexual, isso porque os nervos da ereção, por exemplo, estão muito longe dos dutos deferentes. E o melhor, ainda algumas pesquisas o desempenho sexual até melhora! Dá pra acreditar? A pesquisa da USP verificou que o casal fica mais relaxado, sem se preocupar com gravidez ou preservativo, e tem relações melhores.

Posso voltar atrás?

É possível fazer uma cirurgia que acaba com a infertilidade, mas ela é mais complexa e minuciosa,precisa ser feita em ambiente hospitalar com uso de microscópio. Todavia você precisa saber que a cirurgia nem sempre é eficaz. O fator decisivo é o tempo: se for após cinco anos da vasectomia, há sucesso em 80% dos casos, de 5 a 10 anos após a primeira operação, o sucesso já cai para 50%, se passar de 10 anos, apenas 30%.

O que acontece é que com a vasectomia você amarra os tubos deferentes, aumentando a pressão dos tubos no testículo. Em resposta, o organismo vai parando de produzir o espermatozoide, os canais vão atrofiando e é difícil reativá-los.

Conclusão

A vasectomia não causa nenhum efeito colateral ou problema de saúde, mas para fazê-la existem algumas implicações. O homem precisa ter mais de 25 anos e se for casado, o cônjuge precisa assinar um termo concordando com a intervenção médica.  Leia ainda sobre a sexualidade masculina em nossos artigos.

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